segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Desalojo





O máximo que puder fazer é miséria
não há como trazer o lazer
somente poder deixar morrer
não tem como ajudar algo como levar ao lar
deixar ter o banho, comida e água

A cama não é nem para olhar
a sala não é para você estar
sem o mínimo sentido sentimento
será pisado e ultrapassado
não há como lhe acudir
A construção inteira é um fim

Saia daqui
volte com dinheiro
não ligo para o seu desespero

Pague o aluguel
o cálice de fel


Pague a água parada
que a vida lhe cobra
sua estadia te pica e estraga

A possibilidade de trabalho é fome e sede
para seu nome e sobrenome
nobre miserável réles homem

Pague a luz
seu brilho dos olhos
a conta não reduz

Não há nada pra ti
só a união dos vazios

o canto das ruas
a desunião e solidão

o fato do desprazer
e o ato de sofrer





MonoTeLha

2 comentários:

  1. "Pague a luz
    seu brilho dos olhos
    a conta não reduz(...)

    e o maior preço nunca é pagar.

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