quarta-feira, 23 de julho de 2014

Palestina








Entre soluços e lágrimas
bombas caem em pequenos corações
corpos vermelhinhos magoados
banhos de sangue cheiro de bebê
crianças mortas
tristezas vivas 
 governos decidem fins feios
fatos finados fúteis pútridos
horrível lágrima da paz proibida
pombinhas brancas na gaiola
cometem o azul suicídio



Arrogância humana na munição
atira em todos nós
o mundo em guerra
ataques de pânico nos milésimos por segundo
avanços no atear fogo
crimes de guerra
leva e lesa 
jogo de chute bola letal
brincadeira arrancada
belas flores que esmagam


Tanque bélico da maldade
inúteis pedras voam
caem no abismo
junto das lágrimas





sábado, 19 de julho de 2014

Queda









Crise global cinza quente
picolé de esgoto derretido
horror açúcar infantil
sacola plástica almoço de baleia
guerra mundial coca cola estragada
aids capitalismo gratuito
és o oh do ah sem oxigenio

Entupindo artérias com gordura agonia
carrinho de bate bate engarrafado tráfego
coração cidade cérebro bombardeado
ideias impedidas choram em becos
apanham do dinheiro verde
árvores cortadas queimam com petróleo
sorrisos de caixa registradora


Solitários morrem no cotidiano açougue 
tristes na via vazia esquisita
corredor automático para o nada
sentenciados culpados pelo crime de inocência
crime laboratório lucrativo colorido
luzes de penitenciaria loja da moda


Horror patético sabor anilina
conservantes para pesadelos
gripe voadora
tristeza azul


Gritos de socorro chutados
coturno estatal pisando eternamente
uma humanidade faliu frio
estamos em navio afundando
somos o avião que cai
 



    

   

terça-feira, 15 de julho de 2014

Inverno

 
 
 
 
 
 
 
 
Andando sozinho
labirinto território mental
caminho acabado
eis o abalo
cabeça cansada
corpo pouco
beira de abismo
navalha na mente
 
 
Uma vala de esperança
corre esgoto em céu aberto
olho as nuvens doloridas
fumaça líquida do desafeto
carinhosa poluição
abraça forte
 
 
Tristeza casaco
nosso frio fiel
pobreza osso
 olho ferido
saúde doente cor cinza
alegre sorriso suicida
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Copa

 
 
 
 
 
 
Futebol da crise saúde
chute da copa topada
dopa mundo imundo
escola sucata camisa rasgada
cérebro lavado limpo da revolta
terceira divisão mundista
suor de sangue
 
Televisão no campo minado
guerra ao jogador
bola furada placa taça planeta
faltam árvores técnicas
arbítrio cartão vermelho
espécies extintas
propaganda uniforme
cabeça distorce
 
Desemprego na torcida
vasta pobre fila
FIFA falindo vida
ingresso caro direito apagado
remoção ao time de analfabetos
escalados no álbum figurinhas criminais
repetida volência
centro avante
 
Restos aos pobres
vestiário da dor
segundo tempo
atacante gol da miséria
placar fechado
zero
 
 
  
 
 

 
 
 

Itinerário

 
 
 
 
 
 
 
Dentro do cansaço pouso dor
não se pode sentar
em pé apenas espero
diante do vento ausente dinheiro
vastos dias eternos sem dormir o sonho
ao passo iminente pesadelo
é o ponto de ônibus da sala desespero
estação loucura vida
caminho ao vazio
 
Machucado do correr
sei que atletismo chagas
perversa linha de chegada
 profissão que me forçam
choro uns objetos inúteis em bagunça
a ilusória organização central
uma comida digestão triste descontrole
grana gramado proibido
uma casa plaquinha
 
Conjunto da entrega total
 carinho embrulhado com afeto
 visita corpo menina em poesia 
 livro grito escrito poema
amor sentimento e carne sem medo
amigo companheiro mesmo no abismo
artigos tidos invisíveis
doação e afeto especial
agora visto caixa com lixo
fora do dia
descarte
 
Acordo cego para olhar
é cedo e sedante
a tela fria o gemido eletrônico
a novidade é quando não ver
logo fique mal sempre
inocência proibida e besta
apanha pela rua
ontem e hoje
futuro nulo de jaula e muro
deseja a violência
nua que anda pela rua
grita ao meu ouvido não pinico
fezes de falas frias
fúteis víboras
 
Cansaço no ponto
ônibus costura cicatriz
adentro coletivo
a vida em virus vai
baixada depressiva
processo crime creme lucro público 
proibida viva inocência
nossas tristezas de famílias
não pagam caro aluguel
possuem casas próprias
vidas agora vielas
becos sem saída
 
Endereços do transporte
vias cortes antigos pela boca
costas também em dor
soco rua murro
um subúrbio das sensações
faz perna hernia tremer
cabeça pesa quase suicídio
pensa no antigo quarto escuro esquina
o eco em dor cama depósito
tristeza e solidão namoradas
 
Uma lágrima de ácido sulfúrico
cai para dentro
percorre corpo lodo
acerta tolo 
solitário coração
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


segunda-feira, 12 de maio de 2014

Agonizando






Vida livro apagando
fogo sombrio suave 
madrugando temor
cegueira iniciada
areia aos olhos nossos
céu cinza sem faxina

Estamos tristes em cifrão
ofendidos em cegueira
feridas no corpo copa
catarro futebol verde amarelo
tv hiv para você hepatite c
escola esmola apenas piora podridão viva
doença hospital de morte

O cão morde gato
a ratazana sorrindo
coração concreto racha
existência terrestre beco sem saída
planeta profundo afogamento

Ignorância ligada
fios na usina nuclear
carícia via boneco robótico
canal aberto solitário
show espetáculo
preço alto e caro

Lambo o chão em beijos
carinho na parede urbana
amarga  loucura açúcar refinado
a fila anda em círculo
dou lugar ao mestre
ridícula escola vida
me agride rotulando de violento
por apenas vivo
ler você
outro eu
humanos somos
proibidos

Me querem voando abismo
queda gravidade
rir de tristeza alheia
assegurado tijolo cela
areia em boca
ódio empurrado
inocência proibida
idem defesa
querem aids

Acabo por pensar
suicídio embrulhado
comer em casa
dormir em rua
corte de navalhas
queda  de prédio
fim da perseguição
doce fim
algodão morte
parquinho









quarta-feira, 7 de maio de 2014

Tempo Perdido







Frio  mendigo
avenida cidade medo
rua esquina perigo
gélido verão 
aquece a ilusão mundial
oh tempos nossos

 Chuva de lágrimas
molha pesadelo acordado
enchentes no sentir e pensar
tristes maios ou dezembros
ano inteiro ânus ao estupro
tanto faz corpo roubado
trabalho  salário todo escravo
longo outono cansaço

Injusta empresa transporta gente
uma presa pressa engarrafada
trânsito  inerte trágico
 animalesca viagem carne dolorida
perversa lida dos dias açougue
imóvel frieza lentidão humana
inverno infernal

Futebol seleciona escola vazia
hospital é um leito corrupto infectante
sempre há guerras biológicas por cifrão
desamparo capital alado
país emoção em ruína
ausência do teto
 primavera sem terra

Planeta virou cidade
triste proibida árvore
frutos negados
 arma assalta vasto pobre
injusta riqueza em cargo
doença civilizada agonia
viva extinção gratuita
horda sobrevivente solitária
vento na fresta na cara do fim mundo
humano bruto
cheio de vazio

Sinal verde aberto da exclusão
classes dominantes e dominadas
governos doando overdoses
drogas na fuga
nulo futuro
entulho

Caminho anti-livro vivo
passeio você e eu
eles em mãos dadas para nos separar 
estão alegres pela tristeza daqui
insanos covardes violentos caquéticos
vomitam sua bílis preconceito
 poder apodrecido vício
deturpa cavalo de aço vital
macabra mentira esfregada
nossos rostos ralados
bocas cortadas em censura
caem em cova rasa
agonia tempo
vento nuclear

Vida passageira eterno rascunho
mapa inacabado pela destruição
aplicam dores no peito quente
bate o coração em parada do ônibus cardíaco
 proibem a todos o amor ir e vir
explícito carinho negado cor cidade
um restaurante chamado fome&sede
saudade e solidão nossa
s.o.s poeiras
nós





Churrascaria






Casa churrasco gira seu perigo
humano mar molho problema
navega gosto plástico caldo
petróleo ao ar fumaça
navio sabor aço tomate
caçando baleias ou bovinos e golfinhos
perseguem galinhas meninas
brigam batendo em carnes pacíficas
gula aparelho de jantar social
 frio inox endereço
planeta

Sem sentido horizonte
sendo carcaças saúde
uma escola sucata papel alumínio
hospital mosca varejeira
faca cortante dos sonos cama de insônia
gritos para música alto grude madrugada
lavagem aos pobres

Metal pesado boca chamuscada com alecrim
línguas alienam petiscos corantes
câncer nosso tempero folhas de processo
alimento prazo de validade vencido
gordura dívida etiqueta
vírus bicho
vós

Vida urbana fétido perfume de comida estragada
visitantes ricos ao restaurante arroz algoz colorido
prédio e viela de veia velha ao organismo colapso
antirural lata do lixo arbóreo salada ausente
queimada amazônica paulista na panela
rios de janeiros do absurdo sal grosso

Batata machista porrada masculina
carne machucada feminina
outros seres machucados legumes
tudo pronto ao forno complexo
alta temperatura testemunha
aquece violência antiga indesejada
fogo aceso no prato predileto
cardápio histórico infeliz
indivíduo biscoito enlameado
paladar enjoativo nada bonito
destempero bruto agridoce
 indigestão da tristeza para todos
banquete depressivo de famílias

Frigideira da farofa mentecapta orgulhosa
cozinha industrial para azeite azedo
pães duros como entrada
pessoas salsichas nadam piscinas líquido dinheiro
poder dono da rede alimentícia
máquinas de moer carne pobre
devorando almas
almoço executivo perverso
vida privilégio
meio dia

Cagam fezes fúteis empregatícias
podridão agoniza o agora
depósito a céu aberto pessoas restos
pano de chão para esgoto
limpeza ao vomito esperança
chamam isso  trabalho
chamo tristeza
nome próprio
garçom
apelido eu

Prato principal animalesco
voando pelo pesadelo sal grosso
céu sol queimadura na pele viva
terceiro grau alucinado avião em queda
carne presa mastigam com ferro
me querem nele estar quando cair
tenho sim tráfego acidente horror filmado
televisão manipula sobremesa sofrimento
querem culpa e condenação com cuspe na cara
sabor ameaça social montada
tristes fatos do cardápio
saudade

Entregam meu coração galinha ao lixo
pisam nele com ódio óleo queimado
gratuita agonia dos dias lanches vazios
palitam os dentes macabros
chefe de cozinha promotoria
toneladas de alimentos presos
latas de detritos campo de extermínio
sociedade restaurante neonazista

Desespera fibra alimentar
perseguem inocência chamando gruindo
 a feia gástrica autoria da legítima defesa
como culpa perversa punitiva pimenta aos olhos
churrasco de minha carne processada
 querem presunto
mortadela injusta
croquete velho
carne doente

Socorro vegetariano
sonho flor
justo livre
são






terça-feira, 6 de maio de 2014

Garganta de Lamina







Febre flor em chá
sempre tarde
noite doença delira 
danço palavra
agonia gripe
dona dores vêm toda
sexo morte

Remédio mais sintoma
 hospital  destruir saúde
fila pedinte ala infectada
limpeza nota zero prova de ciências
caminho corredor lodo invisível
governos atacam o nós

Lixo ano novo
loucura e pesar
balança de carne 
suor frio

Quente temperatura
forno pessoal
ódio frio lá fora
dentro afeto
dor

Febre alucinação
ônibus batida
parada vento sujo
a nova praia banha
estamos doentes
não adianta você fingir
hora do lanche estragado
café de lama
sorriso perigo

Identidade crucificada
querem me prender na cruz
33 anos bons de inventar Cristo
quero ser apenas um ateu
sem visita sofrimento
endereço para a pessoa
querem que abra e coma
o coração dolorido 
poeta 

Socorro febre
pede menos chá do fel
onda ressaca de dor 
desespero largo
 caneta tinta sangue
dedo cortado
viva poesia









quinta-feira, 20 de março de 2014

Melancolia








São sentimentos empurrando lágrimas
quedas no vazio
somos flores despetaladas 
arrastam carne feminina na rua
pintinhos em matadouros
nos tornamos bois e galinhas na boca de humanos
tristezas boiando como sacolas no mar
o esgoto envolve esperança
fitoplâncton vomita radioatividade 
a vida em rótulos 
motosserra modelo ecologia na promoção
bomba atômica série 2014
catálogo vasto e imbecil 

Apatia nas veias e esquinas
agulhas reutilizadas em artérias
hospital lata de lixo
penitenciaria escolar
sociedade brasileira
história massa molecular colonizada 
nova má vontade 

Perigo instituição e o urbano
super heróis inexistentes
estudantes somos
Cláudia da Silva Ferreira
chama-se João Hélio
eu me chamo perdão
me protegi e acabei por machucar
humano demasiado super humano
patologia hospital hospício letal
destrói chances
Estado estrago

Vontade de ir embora da espécie
fico mas a doer tudo
gemo junto giro loucura
procuro 

A passagem ônibus não leva
caro por demais
perde pernas
saúde
corte de coração
azia e má digestão mental da realidade
depressa a depressiva realidade se destina
não irá se tratar no hospital
perde braços 
cabeça caída
 agonia

Silêncio incendiário 
mídia perversa 
panquecas de fome e conservantes
eleições e tempo 
clima aquecimento global
anus e barriga doente
povo preso
câncer público lucrativo

Eis a hora de gritar
chorando mais lágrimas
coloque fichas
anexe aqui a dor
sofrimento grátis
pegue o seu

Parafusos na cabeça
suspiro de almoço
frieza para amizade
poste e pessoa
abraços

Voando já em imaginação
fim de plantio alegria
queda abissal 
peixes enxergo
meu código morse está danificado
não emite socorro
sorrio uma migalha ainda
escoteiro hora do horror
beira do abismo
todos nós aqui







sexta-feira, 7 de março de 2014

Amor









Frio ruim
vida de ser queimado
triste 

Cama pesadelo
insônia violência
proibida defesa

Ataque de coração
álcool ao fígado
dor no resto

Suicídio alegre
saída se sentença
injustiça ponta do prédio

Abismo será amor








quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Destrato





Vão cuspindo em nós com salivas ácidas
chuva corrosiva já bem antes na cabeça 
após isso apenas desprezo 
um ônibus uniforme caro e lixo
uma cidade engarrafada de vazios solitários
agonia buzina lucrativa
caminho escravo sujo de migalhas
restos e raspas salários

As línguas de poder capital gritam para doer
toda ordem autoritária imposta com vírus
 veneno velho gratuito
leis com mofo

Nós os pobres amarrados
torturas de carne moída
presos pela miséria mental dos ricos
debatemos e bizarros nessa estrada
apodrecemos em sede química
uma fome regada com agrotóxicos
Oh rio proibido dos direitos

Muitas portas na cara
recursos negados juntos como cupons 
moedas que não valem de nada a cobrir frio
são invernos de tua merda de inferno criado
casacos queimados de indiferença
arrogância social
extinção humana e cia 

Gritam palavrões cifrões sujos
a festa do dinheiro aos poderosos começa
depois vêm o hospital que faz adoecer pra deitar
antes a escola sucata enferrujada
loucura induzida TV assiste
copa imundo inumano desalojo do coração
proibido morar na casa rua
triste obrigado a sorrir

Prato de lixo alimenta o câncer
signos de astros em destruição
comerciais de robôs elegantes na internet
câncer mental com cela em bangu III 

Eu deprimo com comprimido
drogas individuo álcool corroí
um açúcar de brincadeira
conservantes e cor artificial 
doenças com boa noite
pesadelos de solidão coletiva

Problemas de matemática 
sociologia amante de ciúme 
misto de grosseria e machismo
vêm espancar na surdina
luz com filme
ação inércia cine 
inocentes acusados
violentos despreocupados 

Geografia testemunha
física do agredir 
analfabetismo escolar universitário
ser livre é proibido se defender
vá para a prisão banco imobiliário realidade

Gritar sabor choro no corredor não ligam
são máquinas programadas para comer fezes
emoções sinceras são artigos premiados
nojeiras medonhas super assalariadas
que vão sugar até se fazer leis de livro de mortos

O corpo não paralisa a tristeza e a revolta
caminhamos em tua cova rasa e de todos populares
vamos a um dinheiro para ir viajar ao vazio
encontrar areia e terra amiga
leito deitado
suspeito um suspiro fim
descanso
sem sonhos ou amores






domingo, 9 de fevereiro de 2014

Queda






Borda do abismo
beirada perigo
passos para dentro
vida desespero
coração cansado
cérebro sério em dor

Dias sem fim
fio navalha das horas vazias
noites pesadas que magoam
segundos pedindo acabar

Por favor
se for sem  liberdade amor e carinho
destrua a justiça 
traga suicídio com gelo
garçon
duas estricninas 

Pendure botas
pregos vastos na esperança
rasgue minha roupa super herói
queime  florestas sonhos
deixe ciente o vento
voar no abismo





quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Gritos







Oh o ah que esgasga
rompe cidade mundial
grito em meio ao concreto
esse recheio de vazio existente
sobreviver dentro dos contrários
rasga garganta

Proibido árvores
eis a placa de madeira
onde estão os criadores de oasis?

Uma crise detona tudo
 todos ao redor do labirinto
chutados para dentro
urbana ilusão
a resistir resto de saúde
eis a subversão
lutar para não perecer
desfazer o jogo de veneno
cuidar corpo nem que seja um pouco

Muitos lixos
quase nada livre
poucos valem a pena
pássaros presos
gaiolas mentais

Desespero mola mestra
ação direta única que leva
pular muro da mente  ir fundo
frutas e bichos
grito e livro
centro literatura
chance única

Carinho proibido
saudade corrosiva
perigo que fere
cordas vocais fatiadas
decibéis do afeto
escute surdez humana
gritos do coração







quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Biscoitinhos de Azar






Corpo indo
hernia mendigo
dor

Ansiedade lágrima
grito sozinho
pânico

Sentimento gelado
ressaca fria
solidão

Rua absurda
pés descalços 
caos

Cérebro cidade
emergência e alarme
saudade




quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Pesadelo Social





Perdido na lama de fezes
panela de pressao repressiva fervente
faz fixo tempo o relógio quebrado da cozinha
minha boca engole a merda social
tudo acontecendo em doenca
armário rascunho ferro retorcido
é o  eu assim o ser agora monstro
caldo de si  sabor sofrimento

Poço de lixo nas veias
sangue esgoto trasformado
percorre com dor o corpo
estes restos celuláres depressivos
bem coberto no frio de indiferenca

Advinhe de novo o velho
proibido se defender
poder genocída fantasiado de república
come até os ossos da miséria
osteoporose popular

Delegacias de poder injustica
protegem o nada vazio
cidadao ridicularizado pacto capital
há vagas em cárcere fábrica de lucros
sociedade cemitério S.A
crime prefeito
senador governo letal
presidencia robótica
eleicao mentecapta grosseira
emprego ao operador da máquina de moer
povo peca barata sangrenta
ratos mecanicos do poder
comedores de cérebros
sempre a postos

Tudo seguro bem guardado
hospital escola cadeia animal
estraga  vida e família
aniquila sonhos injetando pesadelo
pior podre problema

Promotoria proibe direitos
somente para míseria endinheirada há vida
absorver o surto é o caminho ao pobre
empacotar sua vida e morrer 

Ex-pessoas sorriem lá fora
pela lágrima trancafiada dentro
elas e eles corruptos são livres
por isso somos os condenados

Havism bonecos no pesadelo
embutidos para serem salsichas temperadas com nada
 sacos de lixo falantes gritando sociedade
fantoches testemunhas montadas
são apenas vitrines para falsidade
além dos restos presentes lixos da via

O animal segue na sua jaula agonia
alimentando o porco na fossa
humano demasiado lixo

Tristezas humanas em famílias
mundo humano em desenhos animados
violentos canais vão ensinando adestramento
cordas ao pescoço como cadarço de tênis

Super lotado de problemas
depósito inumano de desesperos
frente a grade grande infinita

Filhos continuam seus choros memória
 infelizes com promessas de ódio
palavroes doentes  ao futuro ralo
pacífico negado
o relés réu tido vírus violento
brigar e bater é paz série 1984

 Dia após dia apenas o ontem
nunca ele passa pra frente
apenas envelhece em loucura
cozido ao molho da enfermidade qualquer
espantalho caricatura para a parede

Manta de concreto sessenta graus veraneio
Rio do janeiro até dezembro impossível aguentar
segundos e minutos cantando suicídio
campo de extermínio estadual
povo ao massacre hecatombe
apenas mais um sonho
destruido etiquetado e inocente





Namoro







Minha tristeza namorada
traz afagos fortes de solidão
carinhos inexistentes 
crises para desespero enjoativo
companhia fria do zero

Existe tédio sexo orgia
pessoas chatas para beijos
agonia assunto repetido

Mutidão desisnteressante pelas ruas
dias lotados de vazios
amizade virtual internet
amor negado e proibido

Madrugada cama de lágrimas
chove saudade em psique
bebo vinho veneno
recebo abraço do nada
beijinhos de ar
vazia frieza de verão
namoro firme
coração mole

relação fatal




terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Inversão






Querem cárcere ao boneco
afinal inocente precisa virar bandido
doente regado de lavagem
livre necessita de prisão

Histórico pacífico
resultado dito logo bicho arisco
proibido se defender o ser vivo

Me perseguia para agredir
logo recebo título de violento e provocador
deve ser minha borboleta feroz
pelo bairro ali eu crescido
numa empatia amiga do doce bicho
completamente proibida

Não revidei meu corpo para briga
 agora é tido o eu chamado ser da guerra
imagino que então olham minha paz como balé bélico
eis os ditos de promotoria robótica fria

Meus machucados dizem serem ataques
leio que eles  apenas fomes de sossegos
mas carimbaram como golpes recíprocos

Evitar delegações de poder é caçar porrada
perdoar vira planejamento maquiavélico
ter medo virou maldade

Buscando explicar acidente da defesa
amargura pelo nome de ausente respeito
ruas da cidade natal são mais legais
o direito não existe ao réu

Pedir para parar a vinda
fica mero convite para luta
assim decidem

Quero viver
logo precisam me matar
prender e ver assim doente
eis desespero que tenho
nomeiam isso como escarnio
agonias familiares
recebendo nomes de clamor justo
fantasia perversa para a vingança

Vivo personalidade triste pelo mundo
resulta em chamarem de inveja
criam um monstro para trancafiar
tornando nula a esperança
pisam em mudas de árvore
chamando de justiça

Socorro
eis que dizem salvar sociedade
invertem empurrando
direção abismo
vírus fim





sábado, 7 de dezembro de 2013

Ultra Violeta





Pedido diz negativo
proibido o ser amigo
comida nem casa
apenas ler vazio

Ajudar dizem proibido
trabalho justo negam
corre a montanha ao sol
gritam os raios

Mundo em chamas
 algum problema
febre forte

Ser vivo
sua vida
perigo




Leitura






Lemos o meio
iniciado antes a dor 
parece sem fim
literatura
corpo da cidade
rios e pontes
embaixo o vazio
viaduto casa de uns

Pobre e velho
corpo mendigo observa
ricos injustos em carros voadores
casas luxuosas vazias
pobres ao buraco
vida vegetal cinza
sem teto


Leitura triste
mundo sujo
classes medidas
governos e etcs bizarros
realidade letra
censura lida





quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Oceano








Água recebe dor de esgoto
peixe fora d`água
barco náufrago da esperança se trava
óleo diesel  no almoço às aves
molho de petróleo
eis o mar


Acena ao longe a caravela fantasma
colonizadores estupram um Brasil qualquer
oceano em guerra
destruição do pacífico
atlântico também contamina
suas baleias agora nucleares


Oh tristeza que gela derretendo pólos
almirantes agonizam florestas de corais
fragata cruza a dor
há uma faixa mídia dizendo
está tudo bem
embarque


Iates do egoísmo no vermelho perfumado
desliza seu horror tripulável
sangue de peixes e golfinhos  
ao fundo a paisagem 
 ilhas dinheiro sujo
encontro do absurdo
capitania portos injustos
mar de corrupção 


Cemitério marítimo 
ogivas atômicas perdidas
transborda suas hecatombes
ondas radioativas gama 


Arquipélago lixeira
plásticos deslizantes
corrente marítima depressiva
oceano desumano em lágrimas


Imenso enjoo que navega
digestão de metais que pesam
peixes fisgados pela arrogância
rede da pesca pesadelo
fúnebre espuma praieira


Carcaças encalhadas no lodo governo
companhia resgate chamada amor
retorcida enferrujada ala amizade
âncora anti social  porta-aviões
navios de guerra
rebocador levando agonia
cruzeiros ao longe e perto a miséria aos pobres
torpedeiro devasta alma
pesado pélago


Farol do futuro se apaga
radar ao puro cansaço
fraca luz na esperança
fitoplâncton ameaça em falha
faltar o oxigênio na dispensa
sufoco biológico com endereço mundial
insuficiência respiratória
mar de miséria


Emissário submarino
faz fossa fluída 
potência atroz enorme
milhares de litros problemas por segundo
praia  da maré poluída 
pútrida época louca
banho de sol azar


Me afogo sem ver salva vidas
sou o humano
sou você





sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Jogo de Varetas






Horror no tabuleiro planeta Terra
instruções rasgadas ao lado
tudo pronto ao início da partida
triste nova cina

Jogo de varetas Tepco
 mexendo sem cuidado o lúdico material
tendo peças ofuscadas pela ganância ao ganho
maremoto diz sua natureza
a cova bem funda vai se cavando
um Japão e mundo pronto para o lixo

Brincadeira de caquéticos
encontro na praia perto da usina
todos postos na rasura catástrofe
lá ocorre radiação idosa senhora
onda gama invisível na orla

Confraria alimentar pique nique extinção
o meio ambiente bebe um chá podre
 biscoitos partículas atômicas sabor fissão
esse lanche não será esquecido
nem será de falta vista sem enorme perigo
novembro numa tardinha inquieta da vida

São colocadas as 1300 varetas
jogatina imbecil da energia 
chamada sempre como algo sadio
uma brincadeira macabra
irradiação ao hemisfério norte
crise próspera breve ao sul
mundo lixo ao vivo

Cidade mundial em balé no abismo
um passo ao precipício
contaminação praga nuclear 
toc toc bate a porta 
campainha acionada
alarme grita
pânico na porta fechada
planeta cárcere 
sem saída de emergência

Somos migalhas do resto em meio a sobras
espetáculo hecatombe sabor fome
bonecos de guerra
queimados nos banhos do esgoto que transborda
varetas de combustíveis vazando
vento de presente sem nosso futuro
lixo atômico ao mundo
a realidade em luto
frente ao muro
rosto nesta grade
sem saída para qualquer parte
estamos churrasco definhado
 vivo perigo de Trítio
Césio invade como vírus
estrondo na usina
estraga o mar 
 Estrôncio

A família nuclear ao reator 4
jogo pior que Chernobyl 
monstros da torcida  derretem
grande amarga derrota
o prêmio é aberto por nós
 nossa tristeza
pátria mundial devastada
a vida balança doente


( ... ) 





quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Visita Hospitalar








Flor do lixo
poesia ao ser que ali existo
deixo na cabeceira
letras sem cor e leveza
colocadas ao vaso duro dessa vida
ao lado de tua cama

Visito o outro eu
o você tido idoso
meu pai 
minha mãe
câncer na cama 
horóscopo não lido

Outubro rosa nuclear
hospital  Fukoshima da esquina
um mundo Chernobyl  alegria
dizendo boa tarde

Observo espaço
lençóis do enjoo 
travesseiro fofo em ardência
um quarto de vida
alucinação química
um açúcar dublê 
adoçante ser 

Coquetel terapia
droga endorfina acabando no pote
biscoitos ranços com café pós moderno
uma imensa vontade de nada
tic tac relógio visita
alarme vida
desperta nossa dor

Corredor da ala lanchonete
linfoma ou gástrico 
prato de sopa leucemia
compramos um cachorro quente já frio

Seio arrancado esperança extirpada
bisturi na goela da fala amorosa familiar
Tv no quarto ligada exibe comercial
um governa a chamar de seu

Saco de lixo nas terças
setor lixeira hospitalar área cirúrgica
 a vida em colo do útero a te ninar
bagaços a postos mexidos
sendo a massa de carne do açougue sujo
jogando fora teu carinho
o quilo na manobra lucra ao gordo banqueiro
embrulhado para viagem 

Ida da vila ala vala pública
dinheiro no caixa 
música toca suave
faxineiro trabalha
assepsia que brilha
fio frio da navalha
hospício hospital

Manifestantes do lado de fora são humilhados
vestidos com sarcoma de kaposi
quebrando vidrinhos e latas 
polícias da cabeça polida dançam cassetetes 
jogam suas bombas de chocolate doente
são soldados com chip triste na cabeça
tudo isso aos pés desta  enfermaria
o cárcere quente convida
jogos de carta e ódio 
governantes sorriem seus robôs 
roubos nesta luz do dia
escuridão do país maravilha

A doença é uma novela
aliena cérebros doces
mulheres e filhos desenhos desanimados
maternidade da mágoa ao lado

Câncer cidade vírus
excessos da depressão ferida
compre um emprego maneiro
vire trabalho
escravize liberdade
lucre carcinógeno  

Hora do jantar amargo
enfermeiros e médicos queridos do além 
alimentos contaminados todos nossos e bonitos
há um balanço e escorregador nessa praça madrugada
caminho da antiga casa em obra transgênica 
milhos e arrozes do tumor

Vento radioativo é tarde
fim da visita
pseudo velhice bate na porta
não és mais ninguém